Desilusões
Boa noite mulherada.... tudo bem com vocês?
São 23:08 e eu acabei de chegar em casa.... Já estava na hora de começar a postar... Impressionante como isso é igual começar regime ou academia... No começo você reluta até não poder mais, acha 1001 desculpas pra não fazer, até que quando você finalmente começa, os resultados aparecem e você não quer mais parar...
E pra desenferrujar, eu gostaria de falar de um assunto que está na minha cabeça há alguns meses...
Eu me lembro de um dos primeiros foras que eu levei na minha vida... Ginásio, 8 anos de idade, aniversário da minha paixão. Eu estava todo empolgado pelo dia, imaginando no meu mundinho paralelo o momento em que eu chegaria na festa com o meu belo presente (comprado pela mãe) e instantaneamente a minha bela amada cairia nos meus braços declarando o seu amor eterno. Pois é.
Chegado o momento da festa, a minha mãe encostando o carro pra eu descer, a minha sogrinha recepcionando todos os convidados e eu lá, de peito estufado, topete empinado todo pomposo saindo do carro... Enquanto isso (e não sei porque os mais velhos tem mania de fazer isso), a bocuda da minha mãe começou com aquele papo de “puxa, que bom que não choveu... ah, que festa linda!!.. nossa, que cabelo legal!” e no meio das amenidades educadas lançou um “ah, o Eduzinho estava todo nervoso por causa da festa, afinal ele vive dizendo que ama a sua filhinha!”
Nesse mesmo instante, a “filhinha” da minha sogrinha estava saindo do salão para ver quem estava chegando... Só deu tempo de ver a cara cara de assustada, a corrida até as amiguinhas, um cochicho e um monte de meninas maldosas rindo e apontando o dedo pra mim...
Eu tinha 8 anos, e a sensação de ser descartado foi sem sombra de dúvidas uma das mais dolorosas que eu senti na vida...
Mas, aonde eu quero chegar com essa história sem graça? Durante toda a minha vida, eu me apaixonei, me dei bem e me dei mal algumas vezes... E todas as vezes que eu me dei mal, a sensação foi exatamente a mesma daquela dos 8 anos...
Tenho um amigo no trabalho, que está com os seus 33 anos, ganhando rios de dinheiro, montando um apê novo, acabou de ser promovido, vida perfeita... se não fosse um detalhe: pegou a noiva de tititi com um cara do trabalho dela... A infeliz seguiu o caminho dela, fez o que a grande maioria que termina relacionamentos faz... saiu, bebeu, beijou, se arrependeu... Mas o meu amigo, que até então era o cara mais animado que eu conhecia, passou a ser o mais depressivo. Perdeu o foco no trabalho, tentava mostrar pra todos que estava bem, mas vira e mexe se pegava olhando pro nada e lamentando a fatalidade que aconteceu na sua vida...
Essa foi a gota d’água pra que eu chegasse nessa dura e verdadeira conclusão... Não importa a idade, o sexo, a cor, condição social, porte ou presença de deficiência ou doença não contagiosa (decorei o texto dos elevadores).... uma desilusão amorosa, é sempre uma desilusão amorosa...
Não importa o quanto nós já caímos e levantamos, não importa quantos casos, namoros ou casamentos.... Quando você pensa que já sofreu de tudo, que aprendeu de tudo, sempre aparece alguém diferente pra nos mostrar que pro amor não existe regra...
Por um lado, é muito triste pensar que nós quase sempre dependemos de outra pessoa para sermos completamente felizes... Odeio essas baboseiras de cara metade, metade da laranja e blábláblá, cada um de nós é uma pessoa, com qualidades, defeitos, gostos e desgostos.... ninguém nasce incompleto... ninguém precisa se apoiar nos outros para ser feliz... Melhor ainda, ninguém, a não ser você mesmo é responsável pela sua felicidade e sucesso....
Como eu posso afirmar tudo isso? Bom, já sofri muito, já cai demais, mas sempre consegui me levantar.... O meu amigo, depois de 6 meses, já está feliz da vida porque montou a cozinha do jeito que queria, porque ampliou o banheiro e comprou uma baita TV pra sala de estar... Pensando pelo lado bom, deixou de ser corno, ganhou uma banheira gigante, e pode jogar video game a hora que quiser...
Tudo na vida tem um lado bom, e tudo o que é ruim passa...
Acreditem em mim, passa mesmo....
Escrito por Edu às 00h11
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