O famoso fofo...
Boa noite mulherada!!!
Cheguei do trabalho agora... eita comecinho complicado viu! Mas to gostando, o pessoal é gente finíssima e tá sendo essencial pra eu me adaptar!!! Ontem foi aniversário de uma amiga minha... liguei pra ela, dei os parabéns, e ela me contou que ganhou flores... O amigo cão de guarda, claro, perguntou quem foi o remetente. “ah, foi um amigo meu, mas nada a ver...” Ué, como assim nada a ver? “Sabe aquele cara que é um amor, gente finíssima, mas não dá o tchan?” pois então...
Eu já fui um desses, e conheço uns 500 que ainda são. Vocês sabem muito bem de quem eu estou falando, do famoso “fofo”. Quem não tem ou teve um amigo que é um foooofo, que está sempre presente nas horas mais difíceis, tá sempre disposto a te ajudar depois dos foras, adooora fazer os programas mais sem graças ao seu lado, finge que é seu acompanhante pra espantar os caras na balada, mas no final das contas, só quer te pegar???
É inacreditável como isso acontece com todo mundo. Claro que tem casos e casos, vão do amigo fofo que só quer saber de amizade colorida, até o perdidamente apaixonado. Eu me lembro do papel ridículo que fiz, me achava o bonzão por ser o “melhor amigo” da menina, porque os namorados tinham ciúmes de mim, porque vivia indo à casa dela, porque a mãe dela me adorava, mas enquanto isso os outros estavam pegando, ou ela estava se lamentando por ter levado um fora... e na minha cabeça eu pensava “como esse cara não quer ela???” É... não tem nada mais desesperador do que ser caracterizado como um “amigo fofo”. Pensa nas coisas que tem essa sílaba: bolo fofo, balofo, cafofo... tem alguma coisa boa? Não não...
Uma vez caracterizado dentro dessa categoria, dificilmente o cara sai. Se ele chegou nesse grau de intimidade, provavelmente foi porque não tinha competência ou atributos suficientes pra se tornar um ficante, namorado, ou simplesmente arrancar uma casquinha. Até o ponto de grande amigo, o cara tem chances, depois disso, esquece.
Mas o amigo fofo tem algumas funções importantes... Ele é o trouxa que vai levantar a sua bola no dia que você se achar gorda, é o babaca que vai se derreter todo só de receber um sorriso seu, é o cara que vai passar horas escutando qualquer besteira que você queira falar... ele é praticamente um cabeleireiro.... às vezes você até se troca no mesmo quarto que ele, pedindo pra ele virar de costas! E o mais curioso, ele é o bobão que você vai xavecar (apertando a bochechinha, abraçando, chamando de lindo, jogando o cabelo na cara dele), só pra poder levantar a sua auto estima!!!
Aliás, era aí que eu queria chegar... ser bobo a esse ponto é escolha do cara, quer dizer, isso às vezes é involuntário (afinal o amor nos cega), mas só depende do cara permanecer ou não nessa situação. Mas, vocês bem que podiam facilitar né? Eu sei o quanto é bom ter alguém no pé, um estepe vitalício... Tem aquelas que falam que não gostam, mas é mentira! Pode ser gostoso, mas é crueldade! Vocês tem que liberar as almas desses pobres coitados... Eles vivem de ilusão, sempre esperando um dia que nunca vai chegar! Pensa, é legal ter um amigo, um companheiro, que só está interessado em te beijar? Se não fosse pelo interesse físico, ele seria seu amigo? Aliás, até os meus 20 anos eu só tinha amiga gata... eu era tão pilantra que não fazia questão de fazer novas amizades com mulheres que não fossem o meu tipo! Não que só isso bastasse, com o passar do tempo eu via outras qualidades, mas o atrativo era a beleza!
Quando um namoro acaba, a probabilidade de cada metade seguir a vida separadamente é muito alta. Dificilmente existem ex namorados que são amigos, só amigos. 75% dos namorados amigos ainda o são porque uma das partes ainda tem algum interesse... Então é mais ou menos isso que deveria acontecer com um “amigo fofo”.
Se o cara faz tudo o que faz, é o amor que é só porque queria você pra ele, vale a pena manter a amizade? Não seria uma amizade falsa da parte dele?
Categoria: AMOR-NAMORO
Escrito por Edu às 23h26
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O outro lado da moeda...
Boa noite mulherada!!!
Realmente a nossa amiga merece uma salva de palmas... Agora, lendo os comentários, acabei lembrando de um caso completamente oposto à esse contado ontem...
Alguns anos atrás, eu ia pra faculdade de carona com um grande amigo, todos os dias. Era nessas horas que discutíamos sobre a vida, trabalho, família.... mas principalmente, mulheres. Sim... enquanto eu causava de um lado, ele causava do outro... Eu fazia mais o estilo pegador de mulheres despreparadas fora da balada, ele fazia a rapa em tudo quanto é balada que ia... Eu tinha que admitir, na balada não tinha nada igual. O cara era estiloso, dançava muito e a mulherada pagava um pau... Ele era do tipo que não namorava, tinha uma ou duas “sex friends” e só. A gente ia pra aula, cada um fazendo a rapa de um jeito, e assim caminhava a humanidade.
De uma hora pra outra, uma amiga em comum começou a dar em cima dele, e ela foi tão, mas tão persistente, que eles acabaram ficando... Ficaram um dia, ficaram 2 dias, e como a gente se via todo dia, assim que dava eles escapavam e iam aproveitar. Quando eu digo aproveitar, era isso mesmo que acontecia, afinal era isso que ele sabia fazer. Passadas duas semanas que eles estavam juntos, algo terrível aconteceu. Meu amigo estava saindo do trabalho, foi abordado por dois assaltantes, e mesmo não sabendo o que aconteceu de verdade, o pior aconteceu... Ele foi baleado e não resistiu aos ferimentos...
Foi uma das piores tragédias que eu já presenciei, assistir de perto o sofrimento dos familiares, dos amigos, imaginar que poderia ter sido qualquer um de nós... Seria muito fácil ficar preso no passado, remoendo a situação e forçando o sofrimento... Mas isso não aconteceu... o que aconteceu, na verdade, foi bem diferente... Essa amiga em comum, bem diferente da nossa amiga Eduarda, resolveu encarnar a história do amor impossível, e passou a viver uma realidade que não existia. Tudo já começou no velório, quando na frente de todo mundo ela passou mais de uma hora segurando a mão dele, chorando e dizendo “meu amor, meu anjo”... Nem a coitada da mãe dele ficou tanto tempo assim do lado.. e o pior, não estava entendendo nada do que estava acontecendo... Mas isso foi só o começo. Ela começou a falar pra todo mundo que ela finalmente tinha achado o amor da vida dela, mas que ele havia sido levado antes da hora... Dizia que o meu amigo tinha se declarado pra ela, e que ele queria namorar... Ela fantasiou tanto que não seria difícil se perder no meio de tantas ilusões... Ela praticamente roubou a cena, apontou todos os holofotes em sua direção, e fez todos acreditarem numa história que nunca existiu, ganhou fama em cima de um fato trágico...
Colocou trocentas fotos no Orkut, fez juras de amor eterno, só faltou dar entrada nos papéis do seguro e declarar ser a viúva desconsolada... E eu, enquanto isso, me corroendo de raiva por dentro, primeiro por ter perdido um grande amigo, segundo por ter que agüentar aquela historinha pra boi dormir que ela adorava contar, cada vez mais e mais...
Ah se ela soubesse o que (e como) nós falávamos a respeito dessa relação... Bom, relação eu estou sendo bem bonzinho né...
Bom... isso na verdade foi um desabafo... e uma maneira de mostrar que a linha que separa o bom senso e a maturidade da falta de bom senso e honestidade, é praticamente invisível...
Categoria: Eduardas
Escrito por Edu às 23h49
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EDUARDAS – Uma lição de vida
Eu tinha apenas 15 anos quando eu vivi o pior dia da minha vida... Dia 04/01/2006, nem que eu viva 100 anos vou me esquecer do que aconteceu nesse dia... Minha história começa assim...
Julho de 2005
Eu era uma mocinha de 15 anos que sonhava em encontrar um amor, alguém que quisesse namorar e não só ficar, já havia quebrado muito a cara com outros meninos que tinha ficado, tinha começado a gostar deles, mas eles não queriam nada sério... Eu sempre fui muito romântica, queria encontrar alguém pra namorar, pra dividir os momentos, alguém que me amasse... Um dia depois de uma decepção terrível com mais um garoto, me adiciona no orkut um outro, eu nunca tinha visto, mas era amigo de umas amigas, bom aceitei, trocamos msn, começamos a conversar, ele morava na capital do meu estado, eu numa cidade do interior, distantes 500 km um do outro, mas ele já havia morado em outra cidadezinha perto da minha, 60 km... Fomos conversando as afinidades foram surgindo, quando eu percebi estava gostando daquele desconhecido, estava doida para conhecê-lo pessoalmente... Um belo dia, vou com meus pais para a capital, finalmente, marco um encontro com ele no shopping, nos conhecemos, conversamos, nos beijamos, e logo vem um pedido de namoro, mas como assim? O meu príncipe? Morando tão longe de mim? Primeiro amor, primeiro namorado, eu pensava até que meus pais não iriam concordar, me achavam muito nova, e um rapaz de outra cidade! Fomos levando as escondidas aquele namoro, eu ia muito a capital porque tinha uma irmã fazendo faculdade lá, então era fácil para nos encontrarmos... Porém como toda mentira tem pernas curtas, uma hora meus pais descobriram, foi aquela barra, de princípio não queriam aceitar, mas com o tempo, conhecendo o menino, aceitaram... E eu estava vivendo meu amor, meu romance, tudo lindo... Eu ia pra capital, ele vinha pra minha cidade, chegaram as festas de fim de ano e ele e a família resolveram viajar para passar férias... Foram, passaram Natal, Ano Novo, ele me ligava todo dia... Logo depois do Ano Novo eles voltaram de viagem...
Dia 04 de janeiro de 2006
Estou em casa no computador as 6 e pouco da tarde, esperando meu namorado chegar de viagem para conversarmos... 7 horas e nada... Eu estranho, mas como a irmã dele tinha ido para outro lugar com o namorado pensei q tivessem chegado e ficado contando para ela da viagem deles e ele estivesse distraído... O telefone de casa toca, meus pais atendem, em seguida vem até onde eu estava no computador... Me dizem q precisam me contar uma coisa... E então eu escuto... Os pais do meu namorado e ele haviam sofrido um acidente, quase chegando na cidade deles, meus pais disseram q não sabiam se eles estavam bem, q era pra eu ter calma, q eles iam ligar para a irmã dele para saber mais notícias, mas naquele momento eu já estava desesperada... Meus pais ligaram, e então eu recebi a pior notícia da minha vida... Ele, o meu primeiro amor, meu primeiro namoradinho, minha vida, a razão da minha vida naqueles últimos 4 meses, ele q tinha me mostrado o que era o amor... Ele simplesmente tinha falecido... Morto, ele estava morto... Nunca vou me esquecer da sensação horrível q senti, me lembro como se tivesse acabado de viver, a única coisa q conseguir gritar foi NÃO! Aos prantos, em desespero, não podia ser verdade, lembrei de tudo q tínhamos vivido, todas as promessas, eu não acreditava que aquilo fosse verdade, no dia seguinte, o velório, meu namoradinho, meu amor, naquele caixão... Eu nunca vou esquecer... A dor q eu senti, a inconformidade, um garoto de apenas 15 anos, tão bom, tão querido, com tanta gente ruim viva nesse mundo, porque justo ele? Eu demorei a me recuperar disso... Passei meses chorando, querendo entender o porquê... Depois com o passar do tempo, as coisas se acalmaram e eu percebi q eu tinha crescido com aquilo, q eu tinha aprendido... Eu já não reclamava mais da vida por bobagens, eu não queria mais guardar rancor, ficar brigada com ninguém, até aquele momento terrível eu nunca tinha me dado conta do quão frágil é a vida do ser humano... Eu aprendi essa lição, aprendi a tentar sempre viver da melhor forma, porque a gente nunca sabe o dia de amanhã e o que pode acontecer, tentei viver com mais intensidade os momentos... Eu aprendi essa lição tão nova, e da forma mais cruel que poderia existir, mas hoje, dois anos depois, com o coração consolado, eu sinto saudades dele, mas eu percebo q aprendi uma lição com tudo isso... E é essa mensagem que eu queria deixar para vocês... Que tudo que vivemos, de bom ou de ruim, nos deixa uma lição, nos ensina alguma coisa, nos ajuda a crescer... Basta que a gente olhe com calma, as vezes não vamos perceber logo de cara o que aquilo nos trouxe, mas em algum momento em nossa vida, vamos perceber e por mais difícil q tenha sido de aprender a lição, vamos agradecer, por termos nos tornado pessoas melhores.
EDUARDO
Eu não tenho muito o que dizer além do que a nossa amiga Eduarda disse... A morte nunca é algo bom, e sempre é um marco nas nossas vidas. Cabe a nós decidir o que fazer depois de um acontecimento como esse. Eu conheço pessoas que não conseguiram seguir em frente, e acabaram estagnadas no tempo, inconformadas com a situação. Gostaria de dizer que a nossa amiga foi muito forte, e principalmente, muito sábia em tirar uma ótima lição de tudo isso que aconteceu... Realmente a vida é curta, e muito frágil. Todos os dias nos deparamos com situações de vida ou morte, sem perceber... Às vezes eu me pego andando na calçada, pensando que a qualquer momento um carro pode se desgovernar e tirar a minha vida... Meio fúnebre pensar nisso, mas tudo pode acontecer... Por isso, devemos viver a nossa vida da melhor maneira possível, aprender com os erros e as experiências, e não perder tempo com aquilo que nos atrasa...
Que a Eduarda de hoje nos ajude a pensar e repensar as nossas vidas, e que possamos recomeçar, deixando para trás tudo aquilo que não nos faz bem...
Categoria: Eduardas
Escrito por Edu às 15h52
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